domingo, 29 de março de 2026

Favoritos do Mês #3

Este mês me aventurei por gêneros bem diferentes e me surpreendi com o quanto cada história conseguiu me prender. Teve dorama médico acolhedor, romance antiguinho com uma boa dose de sofrência, investigação em que eu claramente passei vergonha shippando o casal errado… e até um filme intenso que equilibra tensão e emoção do início ao fim. No geral, me apeguei a todos, cada produção por um motivo diferente. Bora falar deles!

🎬 DORAMAS/FILMES

19 BANME NO KARTE (TBS, 2025)

Tokushige Akira (Matsumoto Jun) é um médico que atua em um setor pouco convencional do hospital, conhecido como a "19ª área", responsável por atender pacientes cujos casos não se encaixam em nenhuma especialidade específica. Lidando com sintomas complexos e muitas vezes sem diagnóstico claro, ele adota uma abordagem centrada na escuta, buscando compreender não apenas a doença, mas também o contexto de vida, as emoções e as histórias de cada pessoa. Assim, cada atendimento se transforma em uma investigação sensível, em que a cura nem sempre vem apenas de exames, mas de um olhar atento ao indivíduo como um todo. 

Eu nem disfarço mais, escolhi esse dorama por causa do Matsumoto Jun e olha… valeu cada minuto. Diferente das produções médicas mais intensas e aceleradas, aqui o ritmo é mais acolhedor, quase como um respiro. O grande charme está em como a série valoriza a escuta e a empatia, mostrando que pequenos gestos podem ter um impacto enorme. Quando você percebe, já está completamente envolvido e apegado ao elenco. Sério, não tem um personagem que não te faça gostar de alguma forma. É um dorama daqueles que fazem refletir sobre o valor de realmente ouvir o outro. Meu troféu do mês está mais que garantido 🏆

FRIENDS (TBS/MBC, 2002)

Durante uma viagem a Hong Kong, a jovem japonesa Asai Tomoko (Fukada Kyoko) tem sua bolsa roubada e, por engano, acusa Kim Ji Hoon (Won Bin), um estudante coreano, de ser o culpado. Depois que o mal-entendido é resolvido, ela concorda em participar de um filme que ele está produzindo para compensar o que aconteceu. Os dois passam alguns dias juntos, mesmo enfrentando a barreira do idioma. Ao voltarem para seus países, a conexão continua por meio de e-mails, enquanto lidam com a distância, dificuldades financeiras e pressões familiares que tornam qualquer reencontro incerto.

Confesso que comecei esse dorama por um motivo bem específico, queria ver algum trabalho com o Won Bin, e acabei sendo surpreendida. É aquele tipo de romance antiguinho dos anos 2000, que se constrói com calma, nos olhares, nos silêncios e nos pequenos gestos. A química entre os protagonistas funciona de forma delicada, e a troca de e-mails traz uma nostalgia especial, quando cada mensagem era esperada com ansiedade. O ritmo é mais lento e algumas partes se arrastam, mas isso acaba sendo parte do charme desse mini dorama. No fim, é uma história sensível e contemplativa, perfeita para quem gosta de romances sutis e realistas, que aquecem o coração devagarzinho sem precisar de exageros. 

TOKYO SALAD BOWL (NHK, 2025)

Ambientado em uma Tóquio vibrante e multicultural, o dorama acompanha a parceria improvável entre Koda Mari (Nao), uma detetive cheia de energia e empatia, com seus cabelos verdes que chamam atenção, e Arikino Ryo (Matsuda Ryuhei), um intérprete de mandarim sério e reservado. O título faz referência à ideia de "tigela de salada", refletindo a mistura de culturas presentes na cidade. Juntos, eles investigam casos que envolvem a comunidade estrangeira, desde turistas desaparecidos até situações mais complexas, em que idioma e diferenças culturais se tornam parte essencial da investigação.

Esse dorama me ganhou muito fácil. Ele equilibra bem mistério, drama e até momentos leves com culinária, criando uma atmosfera muito humana e envolvente. A dinâmica da dupla é um dos grandes destaques, especialmente nos detalhes, como as refeições que Koda compartilha e o jeito mais contido com que Arikino demonstra cuidado. Com apenas 9 episódios, a história vai além dos casos e toca em questões sociais importantes, mostrando realidades à margem da sociedade japonesa com sensibilidade. Uma obra que entretém, emociona e ainda deixa aquela vontade de continuar explorando esse mundo cheio de culturas e histórias.

THE MAN FROM NOWHERE (2010)

Depois de curtir o Won Bin em Friends, resolvi conferir o último trabalho memorável dele. E que experiência! O filme acompanha Cha Tae Sik, um homem solitário e reservado que administra uma casa de penhor em um bairro degradado. Seu único vínculo com o mundo exterior é a pequena Jung So Mi (Kim Sae Ron), a filha de sua vizinha, uma criança negligenciada com uma mãe envolvida com drogas. Quando a mãe se mete com uma perigosa organização, ambas são sequestradas, e Tae Sik precisa sair de seu isolamento para tentar salvá-las.

Ver o Won Bin nesse papel é de outro nível, misturando intensidade, melancolia e aquele carisma único que transformou o personagem em um ícone cultural. O filme equilibra ação visceral com uma carga emocional pesada, e as cenas de luta são brutais e incrivelmente bem coreografadas, especialmente o combate final, considerado um dos melhores já filmados. Ao mesmo tempo, há uma história tocante sobre humanidade, cuidado e propósito que se desenrola por trás da violência. Prepare o estômago e o coração, porque é impossível não se envolver e se lembrar desse filme depois de assistir.

📚 LIVROS

O primeiro livro do mês me fez refletir sobre se aceitar e lidar com as próprias inseguranças, e o outro me levou a acompanhar uma viagem pelo Japão pelos olhos de um gato curioso que rouba a cena e me fez chorar e muito.

Decidi Viver Como Eu Mesma (Kim Suhyun, 2025) reúne textos curtos e ilustrações delicadas que falam sobre se aceitar, cultivar amor-próprio e lidar com a pressão de se comparar aos outros, especialmente nas redes sociais e diante de padrões de sucesso. A autora compartilha suas experiências de forma acolhedora e direta, quase como uma conversa com alguém que entende suas inseguranças, mostrando que pequenas mudanças de perspectiva podem fazer diferença no bem-estar pessoal. O formato leve e acessível torna a leitura fluida e reconfortante, combinando textos e imagens de forma harmoniosa, e mesmo com uma abordagem simples, funciona como um lembrete contínuo de desacelerar, aceitar imperfeições e valorizar cada passo da própria jornada, deixando uma sensação de proximidade e acolhimento que permanece com quem lê.

Em Relatos de um gato viajante (Arikawa Hiro, 2017) seguimos Nana, um gato de personalidade marcante, em uma viagem pelo Japão com seu dono, Satoru. Pelo caminho eles exploram cidades diferentes, visitam amigos de longa data e passam por lugares cheios de lembranças, enquanto o verdadeiro motivo da jornada vai se revelando aos poucos. A história alterna entre o olhar curioso de Nana e a perspectiva de Satoru, mostrando a profundidade do vínculo entre eles e como cada pessoa e cada momento acrescenta significado à viagem. O humor discreto do gato, as memórias que surgem pelo caminho e a sensibilidade com que os laços são retratados tornam a leitura envolvente e emocional, arrancando risadas e lágrimas e deixando o amor silencioso que conecta dono e animal presente na memória do leitor muito tempo depois de virar a última página. Estou ansiosa para conferir o filme desse livro, estrelado pelo Fukushi Sota.

🎧 MÚSICA

Entre músicas recém-lançadas e aquelas que nunca saem da minha playlist, este mês me deixei levar por canções cheias de memórias e sentimentos especiais.

Este mês me perdi nos hits do Arashi de todas as fases, sem cansar de ouvir. Não que isso seja uma despedida, mas uma forma de agradecer pelo que eles ainda representam. Revivi trilhas de doramas, trechos de programas e momentos leves, divertidos e cheios de boas vibrações. Com o lançamento do single Five e a turnê de despedida encerrando em maio, dá para sentir o fechamento de um ciclo memorável. A música celebra tudo o que construíram ao longo das décadas e mostra como, mesmo depois de tantos anos, continuam espalhando alegria para quem os acompanha.

Acompanho o BTS desde 2019 e já passei por fases de consumir tudo que eles lançavam. Hoje sigo de forma mais tranquila, curtindo as novidades sem pressão, porque convenhamos, é praticamente impossível acompanhar tudo que fazem hehe. Este mês eles lançaram ARIRANG, o primeiro álbum completo após o serviço militar obrigatório, e o comeback já chega especial. O disco mistura faixas cheias de energia e outras mais reflexivas, mostrando um grupo mais maduro e explorando novos caminhos sonoros. É empolgante ver os sete juntos de novo e perceber como continuam surpreendendo. Ainda teremos o Jungkook e o V aparecendo no programa especial do Snow Man no mês que vem, e mal posso esperar para assistir.

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Esses foram os destaques do meu mês e abril chega como uma blind box, aquelas caixinhas surpresa seladas que você só descobre o que tem dentro quando abre e, às vezes, só se ferra haha. Tomara que seja leve e divertido 😆

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