Esse mês foi um pouco mais corrido, mas ainda
assim consegui encaixar quatro doramas interessantes na rotina, alternando
entre produções mais antigas e outras em andamento. Uma delas, inclusive,
chegou ao fim hoje. A seguir, deixo minhas impressões de cada uma.
📺 VIVANT (TBS, 2023)
Tudo começa quando Nogi Yusuke (Sakai
Masato), funcionário de uma grande empresa japonesa, é acusado de causar um
prejuízo milionário após um erro em uma transferência bancária internacional.
Determinado a recuperar o dinheiro e limpar seu nome, ele viaja para Balka
acreditando estar lidando apenas com um problema corporativo. No entanto, sua
busca acaba colocando-o no centro de acontecimentos muito maiores, envolvendo
terrorismo, serviços de inteligência e uma organização misteriosa que parece
conectar diversos eventos da história. Ao longo do caminho, personagens como Nozaki
Mamoru (Abe Hiroshi) e Yuzuki Kaoru (Nikaido Fumi) passam a ter
papéis fundamentais em sua jornada.
O que mais me impressionou foi a forma como a
série constrói seus personagens. À medida que novas informações surgem, fica
cada vez mais difícil entender as verdadeiras intenções de cada um. Em vários
momentos, me vi torcendo por determinados personagens para, logo depois,
questionar completamente suas atitudes. A trama brinca constantemente com as
expectativas, criando uma sensação de incerteza que se mantém até o fim de cada
episódio.
Além de prender a atenção pela história, VIVANT
impressiona pela qualidade da produção. As filmagens na Mongólia dão à série um
visual grandioso, especialmente nas sequências no deserto, enquanto Sakai
Masato sustenta com competência as diferentes facetas de Nogi ao longo da
trama. Mesmo em meio a operações secretas, conspirações e cenas de ação, o
dorama ainda encontra espaço para explorar relações familiares, identidade e
sacrifícios pessoais, o que adiciona ainda mais peso à narrativa. Foi uma das
produções mais impressionantes que assisti nos últimos tempos e me deixou
bastante curiosa para a continuação, prevista para estrear em julho na TBS.
📺 Koi Desu! ~Yankee-kun
to Hakujou Garu~ (NTV, 2021)
Koi Desu! foi outra grata
surpresa do mês, principalmente pela forma como acompanha o crescimento de seus
protagonistas. A trama apresenta Akaza Yukiko (Sugisaki Hana), uma jovem
com deficiência visual que busca conquistar mais independência no dia a dia, e Kurokawa
Morio (Sugino Yosuke), um rapaz constantemente julgado pela aparência
associada a um delinquente e pela cicatriz que carrega no rosto. O encontro
inesperado entre os dois dá início a uma relação que vai muito além do romance.
Ao longo da história, Yukiko passa a ver em
Morio alguém que a incentiva a sair da própria zona de conforto e a confiar
mais em suas capacidades, enquanto ele também começa a se libertar dos rótulos
que sempre lhe foram impostos. O dorama trata questões relacionadas à
acessibilidade e ao preconceito de forma delicada, inserindo esses elementos no
cotidiano dos personagens e provocando reflexão em quem acompanha a história.
A série também ganha força graças aos
personagens secundários. Os amigos leais de Morio, a família de Yukiko e as
pessoas ao redor do casal não funcionam apenas como alívio cômico, mas
interferem diretamente na trajetória dos protagonistas e contribuem para alguns
dos momentos mais marcantes da série. Com um elenco carismático e uma ótima
química entre Sugisaki Hana e Sugino Yosuke, o dorama mantém um tom leve e
envolvente, tornando fácil se apegar à história.
📺 Absolute Value of
Romance (Coupang Play, 2026)
Comecei a assistir Absolute Value of Romance
depois de ver um edit aleatório no YouTube que despertou minha
curiosidade. O corte de cabelo inusitado da protagonista foi o primeiro detalhe
que me chamou atenção, e logo lembrei que já tinha visto a atriz e o ator
principal em outros projetos. Acabei maratonando os oito primeiros episódios
que já estavam disponíveis e, depois disso, precisei encarar a difícil tarefa
de esperar pelos lançamentos semanais.
A trama acompanha Yeo Eui Ju (Kim Hyang
Gi), uma estudante do ensino médio apaixonada por escrever romances BL
anonimamente na internet, embora suas histórias não despertem muito interesse
dos leitores. Sua rotina muda após um encontro desastroso com Ga Woo Su
(Cha Hak Yeon), que pouco depois se torna seu professor de matemática.
Convencida de que ele guarda rancor pelo incidente inicial, ela passa a
interpretar muitas de suas atitudes como uma perseguição. Ao mesmo tempo, a
convivência com Woo Su e seus três amigos, um verdadeiro F4 de professores,
acaba fornecendo inspiração para novas histórias.
Com o passar do tempo, Eui Ju começa a enxergar
Woo Su de uma forma diferente e se vê cada vez mais envolvida pelos próprios
sentimentos. Quando sua identidade como autora finalmente vem à tona, aquilo
que antes permanecia restrito ao mundo virtual passa a impactar diretamente sua
vida escolar e suas relações pessoais. Leve, divertida e repleta de situações
constrangedoras na medida certa, a série entrega uma comédia escolar
carismática e extremamente envolvente.
📺 Filing for Love (tvN,
2026)
Filing for Love acompanha Noh Ki
Jun (Gong Myung), um funcionário promissor do Grupo Haemu que vê sua
carreira tomar um rumo inesperado após a chegada de Joo In Ah (Shin Hye
Sun), uma chefe conhecida pelo temperamento difícil e pela forma implacável com
que conduz as auditorias da empresa. Convencido de que ela foi responsável por
seu rebaixamento, Ki Jun passa a encará-la como uma adversária. O que começa
como uma relação marcada por constantes confrontos acaba evoluindo para uma
parceria improvável em meio aos bastidores turbulentos de uma grande
corporação.
Grande parte do charme da série está justamente
na dinâmica entre os protagonistas. A rivalidade inicial rende momentos
divertidos, diálogos afiados e situações constrangedoras na medida certa, mas o
roteiro também reserva espaço para mostrar as fragilidades de cada personagem.
A química entre Gong Myung e Shin Hye Sun funciona muito bem desde os primeiros
episódios, tornando natural a evolução da relação e fazendo com que o
espectador se envolva facilmente com a trajetória dos dois.
Ao mesmo tempo, o dorama não depende apenas do
romance para se manter envolvente. As disputas internas do Grupo Haemu, os
jogos de influência e as constantes mudanças de alianças ajudam a dar ritmo à
narrativa do início ao fim. Somado ao carisma do elenco e à habilidade do
roteiro em equilibrar humor, romance e intrigas corporativas, o resultado é uma
série viciante, que tornou cada novo episódio um dos momentos mais aguardados
da minha semana e garantiu seu lugar entre os meus favoritos do mês.
📚 Chocolate Quente às
Quintas-Feiras (Aoyama Michiko)
Minha única leitura do mês foi Chocolate
Quente às Quintas-Feiras, de Aoyama Michiko. A obra acompanha diferentes
personagens que, de alguma forma, se conectam ao Marble Café, uma pequena
cafeteria em Tóquio. Em cada capítulo, acompanhamos pessoas lidando com
inseguranças, saudades, arrependimentos e pequenas mudanças silenciosas na vida,
enquanto coincidências sutis vão aproximando histórias que, à primeira vista,
parecem não ter relação entre si.
Com uma escrita leve e envolvente, a autora
constrói uma atmosfera acolhedora que faz a leitura fluir com facilidade. É um
livro tranquilo, centrado nos pequenos gestos do cotidiano, mas que encontra
beleza justamente na simplicidade de seus personagens e de suas experiências.
Ao final, fica aquela sensação reconfortante que acompanha o leitor mesmo
depois da última página.
📹 Vídeo Nostálgico do Mês























