A atriz Kawaguchi Haruna voltará a
protagonizar um filme após sete anos em "Even If Mom Is No Longer in
This World: My Life Diary", uma história real que emocionou o Japão. O
longa também conta com Takasugi Mahiro no papel de marido da
protagonista.
Baseado no best-seller autobiográfico de Endo
Kazu, o filme acompanha a trajetória da jovem que, aos 21 anos, foi
diagnosticada com câncer de cólon em estágio IV, com apenas 13% de chance de
sobrevivência em cinco anos. Mesmo diante da doença, ela nunca abriu mão do
amor pelo marido nem do sonho de ter um filho. Com a promessa de que nunca se
separariam, o casal enfrentou cada momento juntos até sua morte em setembro de
2021, aos 24 anos, em uma história marcada por afeto e coragem.
Para dar vida à protagonista, Kawaguchi Haruna
passou por uma preparação intensa. Durante os cerca de dois meses de filmagens,
realizadas em ordem cronológica para aumentar o realismo, a atriz perdeu 10
quilos para retratar de forma mais fiel o avanço da doença. Ela já conhecia a
história antes do projeto e revelou que sempre se sentiu profundamente tocada
por ela.
"Eu me perguntava se seria capaz de
interpretar esse papel, mas, depois de muitas conversas com o diretor, senti
que queria registrar a vida de Kazu através de mim. Entrei nesse trabalho
preparada para dar tudo de mim, física e emocionalmente", contou. A atriz
também destacou os desafios emocionais do processo: "Houve momentos de
dúvida e angústia, mas ter alguém em quem confiar ao meu lado fez toda a
diferença".
Esse apoio veio especialmente de Takasugi Mahiro,
que interpretou o marido da protagonista e acompanhou de perto a entrega da
colega. "Ao ver o quanto ela se dedicava para compreender os sentimentos
de Kazu, eu também quis estar à altura. Procurei construir um Shoichi que
representasse esse amor e essa parceria de forma verdadeira", afirmou. Ele
ressaltou ainda o cuidado coletivo da equipe em tratar a história com
sensibilidade.
Para Endo Shoichi, marido de Kazu na
vida real, acompanhar a adaptação foi uma experiência difícil de assimilar.
Mesmo após anos desde o primeiro contato com o projeto, tudo ainda parecia
distante da realidade. Ainda assim, ele acredita que o filme conseguiu
preservar o essencial: "Amar, conectar vidas, compartilhar o cotidiano.
Espero que as pessoas que assistirem possam sentir, mesmo que por um instante,
o valor de estar vivas no presente".
Dirigido por Yamato Yuki, o filme será lançado em 2 de outubro nos cinemas japoneses.



Nenhum comentário:
Postar um comentário