Depois de acompanhar a Copa do Mundo até o fim,
confesso que foi difícil voltar à programação normal. Começava um dorama e
parava, depois tentava outro e acontecia a mesma coisa. Nada parecia prender
minha atenção, até encontrar uma história que me envolveu logo no primeiro
episódio. Aos poucos, as leituras também voltaram e embora julho tenha rendido
menos favoritos do que o habitual, todos eles merecem um destaque por aqui.
📺 Weak Hero Class 1
(Wavve, 2022)
Yeon Si Eun (Park Ji Hoon) é um
dos melhores alunos da escola, mas sua aparência frágil faz com que muitos o
subestimem. Acostumado a resolver tudo com inteligência e raciocínio rápido,
ele se torna alvo constante de violência escolar. Em meio a um ambiente cada vez
mais hostil, ele encontra em Ahn Su Ho (Choi Hyun Wook) e Oh Beom
Seok (Hong Kyung) uma amizade inesperada, que passa a representar um raro
momento de tranquilidade em meio ao caos. No entanto, à medida que os conflitos
se intensificam, os três precisam enfrentar escolhas difíceis que colocam à
prova seus laços e mudam completamente o rumo da história.
Geeeente, eu sofri junto com o Si Eun do início
ao fim. Passei raiva com as situações que ele precisou enfrentar e torci para
que o personagem encontrasse um momento de paz, o que parecia cada vez mais
difícil. As cenas finais, especialmente aquela em que ele quebra o vidro da
janela, acabaram comigo. A vontade era de ir até lá e abraçá-lo. Já era fã do
Park Ji Hoon, mas vê-lo expressar tantas emoções através de pequenos gestos e
expressões só fez minha admiração por ele crescer. Foi uma história intensa, que
me deixou curiosa para conferir a segunda temporada. 🏆
📺 T-shirt ga Kawaku
Made (TBS, em andamento)
Sakiko (Aoi Yu) é casada com Mitsuru
(Matsuyama Kenichi), enquanto Itsuki (Nakajima Ayumu) vive com a esposa Azusa (Kaho) e o filho. Os dois casais levam uma vida aparentemente
tranquila, até que um acidente faz com que Sakiko e Itsuki se aproximem e
passem a questionar o quanto realmente conheciam seus parceiros. Conforme
começam a investigar o que aconteceu, segredos dos dois relacionamentos vêm à
tona e situações que pareciam sem importância passam a ganhar novos
significados.
Eu tinha prometido para mim mesma que não
assistiria mais nenhum dorama em andamento. Não gosto da ansiedade de esperar
um episódio por semana, mas bastou dar uma espiadinha no primeiro capítulo para
tudo desandar 😂. A trama me envolveu logo de cara e,
para completar, o elenco reúne um time de atores que admiro bastante. Estou
achando muito interessante não saber exatamente onde a história vai chegar e
tentar juntar as peças conforme novas informações aparecem. Só resta aguardar
os próximos episódios e torcer para que a série mantenha o ritmo.
📚
LIVROS
A Parte que Falta (Shel Silverstein)
Depois de semanas sem conseguir engrenar
nenhuma leitura, ouvi alguém comentando rapidamente sobre esse livro e fiquei
intrigada. Pouco tempo depois vi um exemplar à venda e quase comprei por
impulso. Ainda bem que esperei, porque acabei encontrando depois em outro lugar
e pude ler sem precisar gastar nada. A maior surpresa foi descobrir que a
leitura dura menos de cinco minutos, sério. Apesar de curtinho, o livro
transmite uma mensagem bonita sobre busca, pertencimento e felicidade. E talvez
essa seja justamente a graça de um livro tão pequeno conseguir deixar uma
impressão tão grande.
Quem Mexeu no Meu Queijo? (Spencer
Johnson)
Eu já tinha lido esse clássico muitos anos
atrás e praticamente não lembrava da história. Foi quase como descobrir um
livro novo. A leitura continua rápida, mas a mensagem sobre mudanças, medo e
adaptação fez ainda mais sentido para mim hoje do que na primeira vez.
Engraçado como um mesmo livro pode conversar de maneiras diferentes com a gente
dependendo do momento da vida. Talvez a história não tenha mudado tanto assim...
provavelmente fui eu que cheguei a ela com outras experiências e outras
perguntas.
Roube Como um Artista (Austin Kleon)
Esse foi, sem dúvida, o livro que mais me
inspirou no mês. Austin Kleon mostra que criatividade não nasce do nada e que
todas as referências que acumulamos ao longo da vida ajudam a construir aquilo
que produzimos. Como gosto muito de registrar momentos de forma analógica,
várias ideias apresentadas no livro me fizeram pensar em novas formas de
organizar inspirações e desenvolver projetos pessoais. Foi uma leitura leve,
divertida e cheia de pequenas provocações que despertam vontade de colocar a
mão na massa.
📹 VÍDEO NOSTÁLGICO DO
MÊS






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