Setembro passou voando e, no meio de tanta
coisa acontecendo, ficou difícil dar conta de tudo. Talvez por isso eu tenha me
rendido aos romances este mês, procurando histórias leves, cheias de suspiros e
perfeitas para relaxar, mas que também mostram personagens lidando com os
desafios do dia a dia e encontrando motivação para seguir em frente. E foi
nesse clima que escolhi os meus destaques do mês:
T-shirt ga Kawaku made (TBS, 2026)
Seo Sakiko (Aoi Yu), editora de
uma revista especializada em casamentos, leva uma vida tranquila ao lado do
marido Mitsuru (Matsuyama Kenichi), proprietário de um pequeno café. Já Sonoda
Itsuki (Nakajima Ayumu) trabalha em uma fabricante de doces e vive com o
filho e a esposa, Azusa (Kaho), funcionária de uma antiga livraria. Sem
qualquer ligação entre si, os dois casais têm suas vidas interligadas por um
acidente de ônibus. Mitsuru desaparece, enquanto Azusa morre na tragédia.
Unidos por uma dor semelhante, Sakiko e Itsuki, até então completos
desconhecidos, acabam se aproximando.
Enquanto tentam lidar com a perda, uma
descoberta inesperada muda tudo. Mitsuru e Azusa se conheciam e costumavam se
encontrar secretamente em uma lavanderia, sempre nas chamadas "terceiras
sextas-feiras". Sem entender o que existia entre os dois, Sakiko e Itsuki
começam a buscar respostas, e cada nova informação traz outras perguntas. O
mistério vai sendo construído por meio de diálogos e situações cotidianas,
revelando novos detalhes aos poucos, até que as peças finalmente se encaixam,
inclusive o significado do título, "Até a Camiseta Secar", que só
consegui entender de verdade no último episódio.
Logo me apeguei à história e aos personagens, e
o elenco todo é sensacional. Gostei especialmente de acompanhar Sakiko e
Mitsuru, mesmo que algumas atitudes me irritassem. Só conhecendo melhor os dois
consegui compreender o que havia por trás daquela relação tão complexa. Mais do
que a busca para descobrir o que realmente aconteceu, gostei de como a história
mostra que nenhuma relação é perfeita e que, às vezes, escondemos coisas
justamente para não machucar quem amamos. E, claro, preciso mencionar meu choque
com a quantidade de casamentos da protagonista, rs.
Dry na Douki no Dekiaiheki (BS TV Tokyo,
2026)
Hanazawa Ayame (Yui Karen) trabalha
no setor de vendas de uma empresa e tem uma habilidade bastante incomum. Ao
sentir o cheiro das pessoas, ela consegue saber o que estão pensando e acaba
descobrindo coisas que preferia desconhecer. Por isso, Ayame evita se aproximar
demais dos colegas e também não tem interesse em se envolver em romances. No
trabalho, porém, existe alguém que foge completamente à regra. Miyajima Sui
(Fujibayashi Yasunari) é sério, reservado e extremamente cuidadoso com a
higiene. Por mais que tente, Ayame não consegue sentir cheiro algum vindo dele.
Até que, em uma situação inesperada, Ayame
finalmente consegue sentir o cheiro de Sui e descobre que ele está
completamente apaixonado por ela e alimenta fantasias românticas sobre ela. A
partir daí, sua curiosidade faz com que passe a observar o colega com outros
olhos e, aos poucos, ela descobre que existe muito mais por trás daquele jeito
fechado do que imaginava. Conforme os dois se aproximam, Ayame também começa a
lidar com sentimentos que, dessa vez, não pode simplesmente descobrir pelo
cheiro.
Gostei dos protagonistas e achei que os dois
combinavam, mas senti falta de um pouco mais de envolvimento com a história. O
ritmo mais lento fez com que eu perdesse o interesse em alguns momentos,
enquanto a habilidade de Ayame, que foi justamente o que mais me chamou atenção
no começo, acabou sendo pouco explorada. Ainda assim, o dorama funciona como
uma opção tranquila para quem procura um romance leve e sem grandes
complicações. Só fiquei pensando em quantas situações divertidas poderiam ter
surgido se a história tivesse aproveitado melhor a habilidade da protagonista.
My Bias, My Boss (tvN, 2026)
Nam Da Reum (Kim Hye Jun) é fã há
11 anos de Lee Chan (Cha Woo Min), ex-integrante do extinto grupo de
idols D.N.X, que agora faz sucesso como ator. Quando surge uma vaga na Appello,
startup de moda onde Chan trabalha como diretor, ela não pensa duas vezes antes
de abrir mão de uma oportunidade em uma grande empresa para ficar perto de seu
ídolo. O que Da Reum não esperava era acabar trabalhando diretamente com Kang
Ha Gi (Kang Hoon), CEO da empresa e amigo de Chan. Sério, perfeccionista e
aparentemente frio, ele logo desconfia das verdadeiras intenções dela.
Com a convivência, Há Gi começa a mudar de
opinião sobre Da Reum, que também passa a conhecer melhor o lado mais gentil de
seu chefe. Curiosamente, ela se sente muito mais à vontade para agir
naturalmente ao lado dele do que diante de Chan, seu tão admirado ídolo.
Enquanto isso, Chan começa a demonstrar interesse por ela, dando início a um
triângulo amoroso que rende ciúmes, tensão e boas situações entre os três. A
história também aborda as inseguranças dos personagens e questões do passado,
sem deixar de lado o romance e o humor.
E eu nem preciso dizer que era completamente
#TeamBoss, né? Há Gi se apaixona por Da Reum antes mesmo que ela perceba, e eu
rapidamente passei a torcer pelos dois. Adorei acompanhar a mudança no jeito
dele conforme os sentimentos foram aparecendo e me diverti muito com as
situações românticas e engraçadas ao longo da história. Gostei tanto que fui
segurando os últimos episódios porque não queria chegar ao fim. Quando
terminei, fiquei com aquela sensação de "já acabou?" e querendo mais.
Foi uma daquelas séries conforto que eu teria continuado assistindo
tranquilamente por mais alguns episódios. 🏆
A Hipótese do Amor (Prime Video, 2026)
Baseada no best-seller de Ali Hazelwood, o
filme acompanha Olive Smith (Lili Reinhart), uma estudante de doutorado
em Biologia em Stanford que está determinada a se dedicar à carreira acadêmica.
Quando sua melhor amiga, Anh (Rachel Marsh) começa a sair com Jeremy (Nicholas
Duvernay), por quem Olive já teve interesse, ela decide convencê-la de que está
tudo bem e inventa que também está namorando. O problema é que, para tornar a
história mais convincente, Olive acaba beijando o primeiro homem que encontra
pela frente.
O escolhido é o Dr. Adam Carlsen (Tom
Bateman), um professor de Stanford conhecido pelo jeito sério e nada amigável.
Para surpresa de Olive, ele aceita participar do namoro de mentira, já que
também tem seus próprios motivos pessoais para sustentar a farsa, e os dois
passam a fingir que estão juntos. O acordo parece simples, mas a convivência
começa a mudar a relação entre eles, enquanto Olive tenta equilibrar a vida
acadêmica, a pesquisa e uma situação que está ficando bem mais complicada do
que imaginava.
Eu assisti no dia do lançamento para fugir dos
spoilers e, depois de ver a quantidade de opiniões sobre o filme nas redes
sociais, só posso dizer que fiz a coisa certa. Li o livro há muito tempo e
lembro que Adam era apaixonado por Olive desde que a conheceu, enquanto no
filme dá a entender que ele se apaixona durante o namoro de mentira e, em
determinado momento, passa a ignorá-la. Talvez essas sejam algumas das mudanças
que mais incomodaram os leitores. Para mim, funcionou como uma comédia
romântica leve e divertida, daquelas que a gente assiste já sabendo que vai
torcer pelo casal.
Vídeo Nostálgico do Mês













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